A produção de papel e celulose usa energia renovável

Grande parte da energia usada no processo produtivo de papel e celulose é produzida pela própria empresa, seja a partir do aproveitamento de energia gerada na produção, ou de resíduos de eucalipto, chamados de biomassa. A técnica reduz a demanda por energia elétrica do sistema nacional e ainda contribui para a redução de impactos no meio ambiente.

No Brasil, a International Paper possui mais de 78% da matriz energética composta de energias renováveis. Na fábrica de Mogi Guaçu, a instalação da caldeira de biomassa nº 13 proporcionou a substituição do uso de combustíveis fósseis pelo renovável proveniente do cultivo de eucalipto para gerar vapor e energia elétrica.

Em 2008, houve uma crise energética em todo o país, evidenciando a forte dependência da fábrica de Mogi Guaçu ao uso de combustíveis fosseis, como petróleo, e gás natural. Por isso, Bernardo Ricci, gerente-geral de Projetos Estratégicos, foi convidado a participar de estudos destinados a buscar soluções para reduzir a exposição da fábrica ao alto custo do combustível fóssil.

“Além da redução de custos, a vantagem da biomassa é ser um combustível renovável e sob controle da empresa”, explica Ricci. O uso das caldeiras de biomassa proporcionou à fábrica de Mogi Guaçu uma queda de 82% na emissão de CO2 para a atmosfera, em relação a 2013, e de 64%, considerando todas as indústrias da IP que utilizam a biomassa como fonte energética.