Curto Papel

Carlos Meira – ilustrador e escultor de papel

Eu tinha o sonho secreto de ser ilustrador.

Mas comecei a estagiar em uma agência de comunicação, acabei me envolvendo com a área de criação e fiquei com o meu sonho ali guardado. Tive que cruzar o oceano para realizá-lo.

Em 1990 fui morar em Portugal e comecei a trabalhar em uma fábrica de papel. Um dia meus chefes tiveram um problema e não conseguiam encontrar um anúncio que gostassem, para uma campanha que estavam promovendo. Eles me perguntaram se eu poderia criar uma proposta e fiz uma escultura em papel, que foi um sucesso.

A técnica mudou a minha vida! Comecei a fazer trabalhos como profissional freelancer em Lisboa. Voltei para o Brasil e continuei atuando como Diretor de Arte, sem acreditar muito que pudesse trabalhar com esculturas em papel e ilustração, mas me dedicando muito às minhas peças.

No ano 2000 fiz a minha primeira exposição, em Florianópolis, e a partir de 2007 passei a me dedicar às esculturas em papel e já fiz diversas campanhas para clientes importantes.

Entre os trabalhos dos quais mais gosto está a exposição Adoro Papel, criada para a International Paper.

O qualidade do papel Chambril,  que foi matéria-prima para as peças, me surpreendeu muito!

Ainda que tenhamos contato com tanta tecnologia, ver uma obra pronta no papel é sempre um sentimento especial. Acredito que todo mundo tenha essa relação emocional com o material.

A gente sempre vai buscar o papel como uma forma de arte. No mundo, temos uma valorização dos artistas que trabalham com papel, vários nomes estão se destacando.

E, convenhamos: a gente ainda tem o prazer de pegar em papel, folhear livros e revistas. O ser humano nunca vai perder esse sentimento.