Nove curiosidades sobre Vinicius de Moraes

Há 101 anos, no dia 19 de outubro, nascia Vinicius de Moraes, o poeta da paixão. E para comemorar esse dia tão apaixonante, selecionamos alguns fatos curiosos sobre a vida e carreira do “poetinha” (apelido dado pelo parceiro Tom Jobim).

O número nove foi selecionado a dedo, para homenagear cada uma das nove mulheres (sim, ele se casou nove vezes) com que ele dividiu seus momentos de vida. São elas: Beatriz Azevedo de Mello, Regina Pederneiras, Lila Bôscoli, Maria Lúcia Proença, Nelita de Abreu, Cristina Gurjão, Gesse Gessy, Marta Regina Santa Maria e, última mas não menos importante, Gilda de Queirós Mattoso.

Desses relacionamentos, Vinicius teve cinco filhos: Maria (Cristina), Georgiana e Luciana (Lila), Susana e Pedro (Beatriz).

Seu nome de batismo é Marcus Vinitius da Cruz e Mello Moraes, nome escolhido por seu pai, um apaixonado pelo latim que nomeou seus outros filhos como Lygia, Laetitia e Helius.

Seu primeiro poema foi escrito aos nove anos, inspirado em uma amiga da escola, primeiro de muitos amores que Vinicius viveria e lhe inspirariam.

Apesar de ser conhecido por “poetinha”, Vinicius graduou-se em Ciências Jurídicas e Sociais, pela Faculdade de Direito do Catete e, paralelamente à sua vida literária, seguiu a carreira diplomática até 1968, quando foi aposentado compulsoriamente pelo Ato Institucional Número Cinco. Além disso, também atuou como compositor, intérprete, dramaturgo, advogado, jornalista e poeta.

Diversos foram os parceiros de Vinicius de Moraes, até porque, para ele, a parceria era a consolidação de uma amizade. Em “Gente Humilde”, por exemplo, o poeta insistentemente pediu que Chico Buarque participasse da obra, que o fez com os versos “Pela varanda flores tristes e baldias como a alegria que não tem onde encostar”.

Tom Jobim, talvez uma das mais famosas parcerias musicais do país, trabalhou com Vinicius na trilha do espetáculo “Orfeu da Conceição”. Além dessa, a dupla leva a autoria dos sucessos: “A Felicidade”, “Chega de Saudade”, “Eu sei que vou te amar” e a pouco conhecida “Garota de Ipanema”, que foi a música mais tocada e regravada entre os anos 2008 e 2012, de acordo com o Ecad  (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição).

Como dissemos antes, muitos foram os parceiros dele. Confira uma listinha com alguns dos mais importantes nomes que se juntaram a Vinicius: Adoniram Barbosa, Antonio Maria, Alaíde Costa, Ary Barroso, Antonio Madureira, Azeitona, Baden Powell, Carlos Lyra, Claudio Santoro, Fagner, Francisco Enoé, Francis Hime, Garoto, Haroldo Tapajós, Ian Guest, Jards Macalé, João Bosco, Marília Medalha, Moacir Santos, Mutinho, Nilo Queiroz, Paulo Soledade, Paulo Tabajós, Pixinguinha, Toquinho e Vadico.

Como se não bastassem os amores, as poesias e a política, Vinicius se engajou no meio cinematográfico. Escrevia críticas para o jornal “A Manhã” e participou ativamente da polêmica sobre o fim do cinema mudo. Estudou cinema, em 1947, com Orson Welles e lançou a revista Film, como também crítico Alex Viany.