Curto Papel

“O papel é uma extensão do sentir humano” artista uruguaio Jota Clavijo

Meu interesse pela arte do papel começou cedo, em Punta Del Este (Uruguai). Quando era criança, observava como minha mãe pegava um simples pedaço de papel e, com uma tesoura,  criava belos enfeites natalinos e mandalas que usava como centro de mesa.

Do Uruguai para o Brasil

Descobri as minhas aptidões para o desenho e o artesanato quando era menino e, na adolescência, já tinha claro que minha vida seria dedicada à arte. No fim dos anos 60 e 70, viajei por toda América do Sul e entrei em contato com a arte e o artesanato indígena, que foram a minha grande influência. Em 1975, cheguei a Minas Gerais para estudar Gravura e Escultura, na Fundação de Arte de Ouro Preto. Ali tive a oportunidade de conhecer e compartir experiências com grandes mestres da arte brasileira, como Amilcar de Castro, Frans Krajcberg, Valetim, entre outros. Depois, viajei para Europa, África e Oriente, continuando minhas pesquisas e expondo meus novos trabalhos, mas voltei ao Brasil para me radicar finalmente em Pirenópolis, Goiás.

Arte em papel

Descobri cedo que, assim como minha mãe, eu tinha habilidade para cortar papel.  Aos oito ou nove anos fazia máscaras de carnaval com papeis recortados, que vendia sobre uma caixa de papelão na porta de casa. Passaram-se os anos e os recortes foram relegados: a vida foi me levando por diversos lugares do mundo, onde fui descobrindo a arte em suas mais diversas formas. Porém, uns anos atrás, decidi retomar o recorte de papel para me expressar artisticamente. Assim, com uma folha em branco e uma pequena tesoura, comecei a cria obras sem desenho prévio.

Quando começo a recortar papel, o processo é intuitivo, rápido e preciso. Dobrando e recortando em poucos minutos surgem cenas que refletem minhas vivências e fantasias, minha observação da vida e da natureza.

O papel na minha vida

A minha relação com o papel é de entrega e cumplicidade. Gosto do papel em todas suas formas, cores e texturas. Suas mil possibilidades de utilização são encantadoras. Gosto da sua historia e sua grande importância na divulgação do conhecimento como suporte da palavra escrita. Seja em forma de livro, caixa, mapa, carta, dinheiro, brinquedo, arte, conta, etc., o papel é uma extensão do sentir humano.

Descubra como Jota Clavijo constrói suas obras de papel: