Curto Papel

“O papel é essencial para mostrar meu jeito de ver o mundo” – artista e publicitário Rafael Homor

O interesse pela arte me acompanha desde os primeiros passos. Cresci cercado pela música e pelo cheiro de tinta. Meu pai é artista plástico e arquiteto e minha mãe professora de piano. Quando era criança, pedia para meu pai me emprestar seus livros de arte ou desenhar carros no papel para eu tentar reproduzi-los.

A minha arte no meio digital

Escolhi a Publicidade porque sempre ouvi de amigos e familiares que tinha “boas sacadas”. Mas depois que entrei na Faculdade descobri que publicidade não dependia apenas de boas ideias, por isso, senti um vazio. Fiz vários cursos e um deles, ilustração manual e digital, me deixou encantado pelo processo de passar para o computador o que havia feito no papel. Foi assim que acabei redescobrindo o gosto que tinha pela arte.

Nas minhas obras, procuro não me limitar a apenas um estilo, pois gosto da liberdade de poder brincar com a criação. Busco nas lembranças e nos sonhos, cenas que me dão a ideia do tema e produzo a partir disso. Gosto do universo lúdico e da fantasia, misturo o urbano com a natureza, crio animais humanizados e valorizo a beleza feminina. Acho que essa liberdade sem padrões faz com que meus trabalhos fluam melhor.

O meio digital, além de ser uma ferramenta de criação, também é essencial para a divulgação do meu trabalho, principalmente as redes sociais por permitirem uma aproximação mais descontraída com o público. O Instagram, por exemplo, é excelente para alcançar pessoas que não conhecem o que faço, enquanto o Facebook permite a interação e ajuda na reprodução do meu trabalho.

O papel e meu jeito de ver o mundo

Eu valorizo muito a arte manual, bruta, feita no plano. Minha meta é desenvolver essa habilidade no futuro, pois é um dos aspectos que mais admiro quando se trata de arte. O meu esboço é feito no papel, mas a arte final é toda feita no meio digital. Foi como eu consegui me expressar, mas acredito que todo artista precisa manter uma relação boa com o papel. Passo um bom tempo do meu dia no transporte. Por isso, costumo tirar o meu sketchbook da mochila e boto varias ideias nele. Tudo o que eu rabisco fica guardado. Pra mim papel é a materialização do que penso, sinto. É essencial para mostrar meu jeito de ver o mundo.

Amo a reação das pessoas ao verem meu trabalho, o carinho e a admiração que elas expressam. Colocar um sorriso no público é o que me motiva viver e viver de arte!

Para conhecer as obras de Rafael Homor, visite o site do artista ou curta a página no Facebook.