Curto Papel

O desenho e a literatura surgem do papel na arte de Walmir Archanjo

Eu desenho desde os sete anos de idade. Lembro-me que ficava horas e horas desenhando em diversos materiais, desde papel de pão, folha de caderno e folha de papel sulfite, até na terra ou na rua mesmo. Aos 12 anos, comecei a usar aquarela e outros tipos de tintas. Costumava ir à banca de jornal e folhear as revistinhas um tempão: o tempo suficiente para o vendedor me olhar com aquela cara brava e eu sair de fininho para criar meus personagens em casa.

Do desenho à literatura

A minha paixão pela narrativa veio um tempo depois, com uns 15 anos, quando conheci os super-heróis e suas histórias. Antes não ligava muito para o Batman, o Homem Aranha e outros personagens, mas vieram os heróis japoneses e, a partir desse momento, comecei a sonhar em publicar minhas ideias. Eu, como muitos brasileiros, não costumava ler, porém, quando saí de Guarujá para São Paulo, peguei o livro de Harry Potter e foi paixão à primeira vista, a J. K. Rowling influenciou uma nova etapa da minha vida.

Quando consegui um computador, fiquei tão empolgado nas minhas histórias que acabei escrevendo muito. Depois um amigo me aconselhou escrever algo mais curto e objetivo, foi nesse momento que tudo funcionou melhor e saiu o meu primeiro livro “As Pimentas Sussurrantes”.

O papel no meu processo de criação

Falar do papel hoje em dia é meio injusto, pois parece que o computador tomou conta de tudo. Mas o papel sempre está presente no meu processo de criação, seja para desenhar ou para escrever. Muitos dos meus trabalhos pessoais só começam nele. Ainda tenho cadernos que eu usava para treinar, desenhar ou anotar ideias e histórias. É engraçado lembrar o passo a passo de como fiz um desenho: onde a tinta travou, quando eu remedei ou até aquele papel não apropriado que estragou meu pincel.

As Pimentas Sussurrantes nasceram do papel

A ideia de escrever “As Pimentas Sussurrantes” veio literalmente quando eu desenhei a personagem em um pedaço de papel que estava jogada na mesa do computador. Ali mesmo, eu comecei a escrever a historinha daquela garotinha de nome Fulana Mostarda e quando mais eu escrevia mais personagens surgiam. Decidi, então, criar um blog e postar um capítulo por semana. Era mais uma brincadeira mesmo, mas as pessoas começaram a gostar e pediam para publicar o livro, que hoje é uma realidade.

Book trailer oficial:

 

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