Curto Papel

Sentimentos que se expressam no papel

Conheça a história e o incrível trabalho de Diego Mouro

 

Uma amiga me chamou para desenhar na parede da casa dela…eu fui!

Outra amiga quis transformar alguns dos meus desenhos em adesivos decorativos! Foi lindo! Outra amiga pediu pra eu criar um desenho para dar de presente ao sobrinho dela…e aquilo foi crescendo dentro de mim até o dia que fui convidado para fazer um mural, por um dos maiores canais de curadoria de street arte do mundo (o Instagrafite) e ali eu senti uma afirmação muito grande dentro de mim.

 

Essa é a história do Diego Mouro. Formado em Mídias Digitais desde 2008, ele deixou a rotina de agências e campanhas para se dedicar ao próprio trabalho. A inspiração vem da natureza, a criação começa no papel e o resultado vai para projetos de paredes, móveis, telas, shapes e afins. Inspire-se com essa história!

 

Diversão e Desenho

Meus cadernos de escola eram cheio de desenhos, normalmente numa folha tinha a lição de casa terminada e na outra tinha algum desenho.

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Eu comecei a desenhar bem novo, moleque ainda, passava horas desenhando todos os personagens de desenho animado que assistia. Eu tinha pastas e pastas com os sulfites do desenhos que fazia. Lá pelos 12, 13 anos parei de desenhar, sem motivo aparente, mas no colégio continuava me interessando muito pelas aulas de arte. A tinta tinha uma magia que me fascinava, eu sentia que podia tudo quando ela tocava no papel – eu podia criar o universo que quisesse ali. Era libertador!

 

Trabalho e Desenho

Acabei entrando no mercado publicitário, onde fui diretor de arte por mais de 10 anos. Por profissão voltei a ter contato com o desenho e voltei a me apaixonar pouco a pouco por aquilo.

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Todo meu processo criativo, independente de qual fosse, passava pelo ato de desenhar no papel antes e só depois digitalizar. A partir de 2010/2011, comecei a perceber que não sentia mais paixão naquilo que fazia como trabalho e, aos poucos, fui voltando a me apaixonar pelos desenhos. Fui desenhando, até que tomei coragem de largar a publicidade de vez. Isso tudo é muito recente, faz cerca de 6 meses.

 

Arte e Desenho

Me conecto muito quando estou pintando, e minha arte é uma representação do que sou, do que vejo e acredito…esse fluir livre das coisas, os caminhos que divergem e depois se reencontram.

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Esse movimento contínuo, essa necessidade e capacidade inesgotável que a natureza tem de preencher, de expandir e de fluir sempre… Os sentimentos são assim. Não conseguem ser retidos, precisam sair, seja numa lágrima, numa expressão….Minha arte é sobre isso. O que não é arte final no papel tem início lá, nesse contato entre a tinta e a folha em branco. No papel consigo expressar de maneira mais real o que esta dentro de mim. É onde registro sem julgamentos o que sou naqueles segundos/minutos quando a tinta encontra o papel.

Não costumo usar borracha nesses processos, o que é pra ser, é. E assim fica, como uma verdade. Quando recebo encomendas de trabalhos específicos, antes desse processo eu pego algumas referencias, e algumas informações da pessoa, para conhecer, e me conectar a ela.

 

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