Curto Papel

“Nossa! É papel?”

Lu Filizola é uma artista plástica que cria esculturas, cenários e figurinos com papel. Descubra sua história!

Lu Filizola Esculturas

O meu interesse pela arte vem desde a infância. Minha mãe fazia pintura decorativa em gesso e tecido, meu irmão tocava piano (seguiu a carreira de pianista) e meu avô paterno criava e consertava sapatos.

Com todo esse contato artístico, o que eu mais gostava e achava inspirador era poder brincar com as ferramentas do meu avô para cortar e furar o couro. Com elas eu criava vestidos em papel e tecido para as minhas bonecas.

Quando cresci, comecei a cursar Design de Moda na Faculdade Tuiuti do Paraná. Porém, após dois anos, não consegui continuar o curso devido a minha renda. Foi assim que entrei na Escola de Música e Belas Artes do Paraná e concluí o Bacharelado em Escultura.

O meu encontro com o papel

1186056_510451422368005_14507280_n

Sempre gostei da liberdade e da leveza extraordinária que o papel proporciona. Gosto do seu lado tátil, de poder transformá-lo. A minha relação com o papel ficou mais concreta quando tive contato com as técnicas da gravura. As ferramentas que desenham a matriz me fascinaram. Trabalhar com o papel é encantador e desafiador.

Minhas criações têm como inspiração diferentes formas que busco na natureza, na moda e na arquitetura. As esculturas são esculpidas por bisturis, tesouras e boleadores, ferramentas que utilizo para dar forma e volume ao papel. Os papéis são PH neutro, livre de ácidos, que preservam e proporcionam maior durabilidade à peça.

O papel e a moda

Karol Martins LuEu sempre fui apaixonada pela moda como forma de arte. Um dia surgiu a ideia de criar algo diferente utilizando o papel como forma escultórica. Tive como inspiração grandes criações de alguns estilistas como: Christian Dior, Alexander McQueen e Issey Miyake. Foi assim que comecei a criar acessórios de papel para fotografias de moda.

O que eu mais gosto da minha arte é o modo como as pessoas a percebem, principalmente pela surpresa do material que utilizo. Acho muito bacana quando escuto “Nossa! É papel?”. O meu trabalho artístico obtém, como resultado, uma produção de extrema sensibilidade e originalidade, que impressiona pela delicadeza e precisão nos detalhes.

Cada trabalho gera uma nova pesquisa. O desafio é caminhar para a  perfeição, conservando a alma do que está sendo reproduzido. É um modo de transmitir minhas emoções, expressões mais íntimas, as angústias e os sentimentos.

 

Confira o trabalho da Lu Filizola no Facebook ou na sua página no Behance