Curto Papel

Veja como Thaís Kato inovou na arte milenar do origami

O papel é uma tela em branco para fluir com as dobraduras

Sou daquelas que acredita que não escolheu a arte, mas fui escolhida por ela. Desde muito cedo, amava desenhar e pintar. E isso veio de berço, minha mãe sempre estava rodeada de trabalhos artísticos, pintava tecidos, bordava, fazia tricô, desenhava e costurava roupas para ela e para mim. Foi ela que me ensinou muita coisa sobre desenhos e pinturas.

IMG_5336 (1)A história com o origami vem da tradição japonesa, sou sansei (neta de japoneses) e a dobradura fez parte das brincadeiras de infância. Era a minha tia Shizue quem mais tinha paciência para ensinar algumas dobras para os sobrinhos (e me incluo!). Eu me encantava com o sapo que pula!! Com o passar dos anos, meu interesse por origami só aumentou, sempre pesquisei muito, pedia livros para meus pais, fazia embalagens para a loja da minha mãe. Costumo falar que eu sempre “pensei origami”!

Aos poucos, apaixonei-me também pela escrita, os textos foram meu passatempo e também meu trabalho (tornei-me jornalista). Mas foi em 2007, quando minha mãe adoentou-se e teve de passar três meses em um hospital, que voltei a praticar mais a dobradura. Foi no origami que encontrei espaço para colorir aqueles momentos. E brincando com as várias técnicas de dobras, cheguei ao tecido. A faísca estava instalada e o novo negócio já estava surgindo.

Quando voltei para São Paulo, já estava certa de que o origami em tecido era parte constante da minha vida. Com o apoio e ajuda do meu marido Paulo, começamos para valer a nossa empresa.

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A representação do papel

O papel é base para todas as minhas fases da vida, sob o olhar da arte. Ainda hoje, todos os meus testes para as dobraduras no tecido começam nele. Do papel, tenho liberdade de criação. Do papel, tenho uma tela em branco para fluir com o origami.

O papel me ajuda a entender como as dobras funcionam e o que devo fazer para obter o resultado que quero para as dobraduras no tecido. Até mesmo amassar o papel parece aliviar a tensão quando tudo dá errado :)

 

Thaís Kato é jornalista pós-graduada em Comunicação Empresarial, artista, empresária e londrinense. Traz o origami como herança de sua ascendência japonesa e a arte como busca incansável. Consolidou sua empresa especializada em origamis em exposições pioneiras de feiras pelo Brasil.