Curto Papel

Arte que vem do coração

Conheça um pouco mais do trabalho do artista chileno Enrique Rodriguez, idealizador da Universidade do Papel e parceiro da International Paper

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Para mim, o papel é matéria prima e, também, protagonista de obras que faço. Meu trabalho é inspirado na pesquisa sobre o material e suas diferentes formas e origens, como manifestação artística completa que pode ser traduzida em um trabalho com características cenográficas.

O papel sempre foi considerado uma arte menor e o desafio do meu trabalho foi dar um status melhor para esse produto que eu admiro e que me inspira diariamente. Por isso, eu desenvolvi uma forma de deixá-lo em destaque, transformando-o na atração principal de minhas obras.

Pela paixão que eu tenho pelo material e pelas práticas que eu admiro desde sempre, meu objetivo sempre foi democratizar o acesso à arte através do papel. Eu creio na técnica que vem do universo da arquitetura e da cenografia, que eu denomino arquitetura do papel.

Nessa linguagem, de alguma forma, é onde nasce o DNA artístico e profissional do meu trabalho. Foi a partir desse amor que eu desenvolvi uma identidade própria.

A arquitetura do papel

Desde o início, o papel foi o elemento inspirador principal para a construção e o desenvolvimento da técnica da arquitetura do papel. Por ser um material maleável, flexível e que apresenta diferentes possibilidades, tanto em gramaturas como acabamentos, cores, densidades etc. ele apresentava-se como uma matéria prima completa e muito fácil de manusear.

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As metodologias de trabalho foram desenvolvidas através da pesquisa efetuada com o papel, onde eu exploro a tridimensionalidade, a volumetria e a colagem, fazendo uma releitura da marchetaria.
A escolha do material base
Os materiais que utilizo são simples: apenas cola e papel. São materiais livre de ácido, de ph neutro e de diferentes tipos: japoneses, artísticos, industrializados, artesanais, importados, entre outros.

No início da minha parceria com a International Papel, descobri o papel Chambril e, rapidamente, ele transformou-se em um material base para a estruturação de minhas peças. Trata-se de um produto flexível, neutro, firme e de fácil manipulação, o que garante 100% de produtividade na criação das obras.

Aplicamos tanto nos moldes utilizados para as vivências artísticas do projeto Universidade do Papel, quanto na base para as estruturas das diferentes peças que desenvolvemos na área de design, como nas estruturas para porta-retratos e luminárias, por exemplo.

Tudo que vem do coração transforma

Em 2015, criei um projeto social com o slogan “Tudo que vem do coração transforma” e comecei a passar minha técnica para outras pessoas, com o objetivo de multiplicar e mostrar que é possível gerar renda usando o papel.

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Eu acredito no poder transformador da arte e o contato com diferentes universos acaba potencializando a minha criação.

Por isso, tenho um projeto em Paraisópolis, em São Paulo, desenvolvo trabalhos com artistas carentes na periferia de Lima, no Peru, promovo vivências artísticas em presídios de segurança máxima em Santiago, no Chile, entre outros.

Clique aqui e inspire-se ainda mais com o trabalho do Enrique.