A influência das mulheres na literatura nacional

Confira a trajetória de escritoras que transformaram a produção literária no Brasil

Ainda que as mulheres estejam atuando de forma mais igualitária em diversos setores da sociedade brasileira de forma cada vez mais influente, quando falamos em literatura, as nossas escritoras ainda não usufruem do reconhecimento que lhes são de direito.

Elas tiveram de ultrapassar as barreiras do preconceito social, cultural e, principalmente, de gênero para eternizar na história as narrativas que mudaram a trajetória do cenário literário do Brasil.

Para estimular a divulgação do trabalho de mulheres que encantam e seguem fazendo história por meio das páginas de suas obras, selecionamos sete escritoras brasileiras que você deveria conhecer. Confira:

Maria Firmina dos Reis

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Considerada a primeira romancista brasileira, Maria Firmina dos Reis enfrentou a barreira dos preconceitos por ser mulher e negra e publicou, em 1859, o romance Úrsula, considerado o primeiro romance abolicionista do Brasil e um dos primeiros escritos produzidos por uma mulher brasileira.

 

Raquel de Queiroz

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Se estivesse viva, a escritora Raquel de Queiroz completaria 106 anos de idade no dia de hoje. Conhecida como uma das principais escritoras brasileiras, a cearense lançou mais de duas mil crônicas, e inúmeros livros, sendo “O Quinze”, sua obra mais aclamada pelos críticos literários até os dias de hoje.

 

Dinah de Silveira de Queiroz

Segunda mulher a entrar na Academia Brasileira de Letras, Dinah Silveira de Queiroz foi uma das maiores escritoras brasileiras do século XX. Ao todo, ela publicou 24 livros ao longo de 40 anos de vida literária. Preocupada com o estilo e a excelência de suas obras, Dinah manteve por toda a vida o compromisso de escrever bem.

Conheça um pouco mais sobre a história de uma das maiores representantes da literatura brasileira:

 

Carolina Maria de Jesus

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Carolina jamais se deixou abater por causa das condições impostas pela desigualdade social. Ela escreveu poemas, romances e histórias e fez ultrapassou barreiras ao retratar um sistema cruel e corrupto reforçado durante séculos por ideais colonizadores presentes nas dinâmicas sociais da população, onde o Estado não atuava da maneira correta para reparar tais erros.

 

Nélida Piñon

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Nélida Piñon foi a primeira mulher, em 100 anos, a presidir a Academia Brasileira de Letras, entre 1996 e 1997, onde ocupou a cadeira de número 30. A renomada escritora publicou seu primeiro romance, o Guia-mapa de Gabriel Arcanjo, em 1961.

Reconhecida nacional e internacionalmente, Nélida também foi titular da Cátedra Henry King Standford em Humanidades, da Universidade de Miami, de 1990 a 2003. Além disso, recebeu diversas condecorações internacionais e homenagens, como a biblioteca Nélida Piñon, no Morro Santa Marta.

 

Ana Maria Machado

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Ana Maria Machado foi a segunda mulher, depois de Nélida Piñon, e a primeira representante da literatura infantil a presidir a Academia Brasileira de Letras. Especializada nas obras para crianças e adolescentes, a escritora já ganhou diversos prêmios, entre eles o Jabuti, e teve seus mais de 100 livros traduzidos para mais de 20 países.Hoje, a carioca o atua intensivamente na promoção da leitura e fomento do livro.

 

Lygia Fagundes Telles

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“Já que é preciso aceitar a vida, que seja então corajosamente”
Lygia Fagundes Telles

Lygia Fagundes Telles foi a primeira brasileira indicada ao prêmio Nobel de Literatura. O marco histórico na carreira da autora reflete a contribuição da sua obra para o universo literário.
Em sua trajetória, Lygia escreveu clássicos como “As Meninas” e “Ciranda de Pedra” e é considerada a maior escritora brasileira viva. Em 1985, ela foi eleita para a Academia Brasileira de Letras e recebeu o Prêmio Camões, o mais importante da literatura de língua portuguesa, em 2005.

 

Zélia Gattai

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O livro Anarquistas Graças a Deus, lançado em 1979, deu início a carreira literária de Zélia Gattai. Apoiada pelo renomado escritor e marido, Jorge Amado, a escritora foi eleita na ABL em 7 de dezembro de 2001, onde ocupou a cadeira 23, que ficou vaga após a morte do escritor baiano.

Em 2001, Zélia ficou viúva e, pouco tempo depois, publicou dois livros: um sobre as suas memórias e outro sobre o grande amor de sua vida – Jorge Amado: Um Baiano Sensual e Romântico.

Inspire-se compartilhe a sua história com a literatura conosco!