Curto Papel

Artista que desenha livros e escreve desenhos

Conheça o trabalho de Nath Araújo, a jovem que tem encantado as pessoas com desenhos autorais inspiradores

Eu dei risada quando me perguntaram qual é a minha relação com o papel e com o desenho. Essa pergunta me fez lembrar que, quando criança, eu pedia para ganhar papel de presente!

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Era quase uma necessidade básica na minha casa, meus pais precisavam garantir que tínhamos arroz, feijão e folhas para a Naná desenhar. Não sei exatamente quando isso começou, porque eu gosto de desenhar desde muito novinha.

O desenho de livros e a escrita de desenhos

Eu só descobri que também gostava de escrever (e que fazia isso bem) com dezenove anos. Nesse período em que fiquei focada na escrita, eu deixei os desenhos um pouco de lado, porque eu não conseguia dar conta de fazer tudo e ainda me dedicar à faculdade, ao estágio e à vida de quem mora sozinha em São Paulo.

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Foi uma fase bacana também, publiquei livros e fui muito feliz, mas às vezes eu sentia que ainda não estava sendo honesta naquilo que eu estava criando. Tanto que eu usava um pseudônimo para escrever.

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Até que, três anos depois de publicar meu primeiro livro, tive uma decepção amorosa e a necessidade de colocar aquilo para fora de todas as formas me vez voltar a fazer histórias em quadrinhos, e assim comecei a unir as duas artes, e hoje acho que isso é um dos diferenciais do meu trabalho.

A relação com o público

Com mais de 100 mil seguidores no Instagram e mais de 300 mil no Facebook, a Nath tem impactado e inspirado as pessoas com os o seus desenhos. O segredo? A inspiração que vem de dentro para fora. A inspiração que vem mais de dentro para fora do que ao contrário.

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Costumo escrever e desenhar sobre assuntos que têm a ver com a minha vida, e tento transformar experiências ruins em coisas engraçadas e bonitas pelos desenhos. Ou então, registro em desenhos as experiências legais para que elas durem para sempre.

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Inevitavelmente as pessoas se identificam, e eu fico feliz por isso, mas é um trabalho mais autobiográfico do que parece. É uma coisa que faço pensando nas pessoas que vão ver meus desenhos. É tentar trabalhar com a diversidade. Acho importante desenhar vários tipos de mulheres para que todas se identifiquem, se sintam representadas e bonitas.
As tendências e os desenhos

Acho que como todo artista eu me inspiro com tudo que eu gosto, músicas, filmes, fotos, uma pessoa estilosa que vi andando na rua. Até uma conversa que eu ouço de estranhos no metrô podem render um desenho. Também tenho meus artistas preferidos que sempre acompanho e me inspiram demais.

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Até hoje eu não entendo muito bem a minha preferência por desenhar mulheres. Isso já vem de muito tempo, mas deve ser porque eu acho mais divertido mesmo. Eu adoro desenhar cabelos diferentes, maquiagem, roupa… Com o passar do tempo, inclui os temas autobiográficos, e aí fez mais sentido ainda desenhar mulheres.

Planos para o futuro

O papel e o desenho já me proporcionaram muita coisa legal! Tenho trabalhado com pessoas incríveis, fiz parcerias com marcas, e sinto que tenho crescido muito profissionalmente e pessoalmente por causa dos meus desenhos.

Além disso, os desenhos são como uma terapia para mim. Sentar na minha escrivaninha, só eu e um papel bem branquinho! Para o futuro eu só espero que todas as coisas que estão acontecendo comigo hoje continuem, e que o trabalho com a arte seja cada vez mais valorizado no nosso país.

Confira, abaixo o vídeo em que a Nath conta um pouquinho mais sobre o seu trabalho:

 

Clique aqui e surpreenda-se ainda mais com o trabalho da artista.