Papercut: a habilidade de transformar o trabalho com papel em arte

Com papel, lápis e bisturi, artista britânica aposta na simplicidade e na técnica para criar recortes impressionantes

A artista britânica Pippa Dyrlaga encontrou no papel um ponto de partida para transformar suas habilidades manuais em obras de arte. Formada em Prática de Arte Contemporânea, ela usa técnicas tradicionais de corte de papel – o papercut, para criar recortes que surpreendem pela delicadeza e beleza das peças.

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“Eu sou originalmente de Mirfield, em West Yorkshire, no Reino Unido. Viver em um lugar rural perto das vias navegáveis, cercada pelo melhor da vida selvagem britânica, inspirou muito do meu trabalho”, ressalta Pippa.

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Seu trabalho é minucioso e costuma usar uma única folha de papel por desenho. É assim que a artista faz o molde com lápis e depois recorta o reverso com estiletes e outros instrumentos especiais para a prática. Feitos cuidadosamente à mão, as obras podem demorar entre 80 e 100 horas para serem finalizados completamente, tamanha quantidade de detalhes. “O processo é tão importante para mim quanto o produto acabado”, comenta a artista.

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“Passo muitas horas sentada no meu estúdio criando e transformando técnicas de papercut e desenho em obras de arte contemporânea”, reafirma Pippa, que tem um trabalho inspirado nos animais e na natureza típicas do lugar em que ela vive ou já viveu, na arquitetura e em referências da cultura pop.

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Os desenhos da artista britânica são impressionantes e têm um de traço sutil que remete à estética de pôsteres criados no começo do século XX em que o papel, quando recortado, se assemelhava à uma renda.

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Para saber mais sobre esse lindo trabalho feito com papel, clique aqui e surpreenda-se.

Fotos: Pippa Dyrlaga