Curto Papel

A graça da arte em recortes de papel

Conheça a artista Ariádne e encante-se com a forma com que ela trabalha a técnica do papercutting para evidenciar a força e a delicadeza do papel através dos recortes

Sempre gostei de arte em papel e das suas possibilidades. Lembro de adorar aquela brincadeira da infância de dobrá-lo várias vezes, fazer uns picotes e depois abrir para ver a quantidade de vazados aleatórios que se formava. Mas passei a trabalhar com isso mesmo há 5 anos, quando descobri o estilete de precisão e me apaixonei pela capacidade de minúcia de detalhes possíveis com ele. Virou um vício me expressar no vazado, na brincadeira do positivo e negativo e não consegui mais parar.

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Primeiro passo: Fotografia e colagem
A fotografia e a colagem me auxiliaram no processo de aprendizado do papercutting. Como comecei a recortar por causa das colagens, elas foram essenciais. Trabalhava com fotos autorais muitas vezes, mas percebia que o que eu gostava mesmo era de cortar cada vez mais minuciosamente.

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Usava tesouras cirúrgicas para vazar as fotos e fui vendo que dava para migrar só para o recorte, que sempre foi um exercício meditativo pra mim. Depois dessa transição busquei mais referências e então, conheci o kiriê – chamado de papercutting no resto do mundo, e passei a usar mais o papel do que qualquer outro material.

A força e a delicadeza do papel
Gosto muito da versatilidade do papel, do quão frágil ele é, a ponto de nunca voltar a ser da mesma maneira uma vez riscado, dobrado, cortado. Acho que muitas pessoas ficam impactadas em ver que mesmo assim, ele pode carregar algo muito minucioso, manual e trabalhoso.

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Tudo vira ideia
Me inspiro com as ruas, a natureza, meus amigos, pedaços de conversas que escuto, imagens que vejo, sonhos e flashes que aparecem na minha mente…. Nem sempre é fácil transpor isso numa peça de papel, mas sem dúvida esse movimento dá vontade de criar, expressar.

O contato com as pessoas
A primeira coisa que me vem à cabeça quando penso no que o papel e o papercutting já me proporcionaram é, sem dúvidas, estar em contato com muita gente especial. Gente que admiro, pessoas interessadas e interessantes que acompanham o meu trabalho, dão ideias, me ensinam, me questionam…. Depois disso, a certeza de uma válvula e de uma força que podem me acompanhar sempre, independente de carreira. É algo mais pessoal mesmo. Para o futuro, só espero poder continuar espalhando a técnica. Dentro e fora do Brasil.

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As oficinas de papercutting
Depois de eu mesma ter buscado sem sucesso lugares para aprofundar e de muitas pessoas me perguntarem como aprender, há um ano surgiram as minhas oficinas. Decidi juntar o que tinha de conhecimento e o que já havia testado e montar as aulas, que hoje já oferece diferentes módulos.

Além de ensinar um pouco mais da técnica, o que tento passar nas aulas é a ideia de que se expressar artisticamente é mais importante do que o resultado, que é relativo. Realizar o exercício criativo (e mesmo o manual) nos ajuda em muitas áreas da vida então o foco é no permitir-se e deixar a ideia de “dom” no passado. Foi assim que funcionou para mim.

Clique aqui e encante-se ainda mais com o trabalho da artista.