Livros de papel são mais populares que leitor eletrônico

Dispositivos eletrônicos para leitura estão há dez anos no mercado mas não conquistaram o público como se imaginava

Você é daqueles que prefere a experiência sensorial e intelectual do livro de papel ou a praticidade dos dispositivos eletrônicos para leitura? Sabemos que a briga é grande e que muita gente imaginou que as publicações impressas estavam com os dias contados por conta do avanço da tecnologia. No mercado há mais ou menos uma década, os e-readers chamaram a atenção, no entanto, não conquistaram os leitores ao redor do mundo (para nossa alegria).

Segundo a consultoria Euromonitor, 131 milhões de aparelhos foram vendidos no mundo desde 2007. Observamos um pico em 2011, mas, desde então as vendas só caíram. No Brasil, somente 76,2 mil dispositivos eletrônicos de leitura foram comercializados desde 2010, quando começaram as pesquisas no País.

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A popularidade dos livros em papel continua em evidência devido a alguns fatores, como o acesso aos e-readers, o interesse das editoras e os hábitos de leitura das pessoas. De acordo com a Câmara Brasileira do Livro (CBL), os e-books – o conteúdo que motiva a compra desses aparelhos – representaram apenas 1,09% da receita das editoras no País em 2016. Ao todo, 2,75 milhões de e-books foram vendidos aqui em 2016, contra 39,4 milhões de livros de papel.

Existem, ainda, os leitores que simplesmente não acostumaram com os e-readers e preferem as publicações impressas. “O livro de papel tem uma dimensão artística e aspectos sensoriais, como tato e olfato; o e-reader, não”, diz Thiago Salla, professor de Editoração da Universidade de São Paulo, em entrevista ao Estadão.

O perfil do leitor Brasileiro
De acordo com a Pesquisa de Preferência de Leitura do Brasil – Two Sides, realizada pela Toluna Analytics, 61% das pessoas preferem ler revistas impressas, contra 39% que optam pelos meios eletrônicos para leitura. Quando falamos dos livros, o apelo do papel é ainda mais significativo: 78% dos pesquisados escolheram o impresso.

Mesmo assim, a média de leitura por aqui ainda são baixos, em geral, o brasileiro lê 4,96 livros lidos por ano, de acordo com a última análise de comportamento de leitura foi aplicada em 2015 pelo Ibope Inteligência sob encomenda do Instituto Pró-Livro para o projeto Retratos da Leitura no Brasil.

Montar um infográfico com alguns dados da pesquisa com a imagem:

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Realizada a cada quatro anos, a pesquisa mostrou um aumento de 6% na quantidade de leitores entre 2011 e 2015 no país, chegando a marca de 56% da população. Os números mostraram que houve um aumento considerável de 14% entre os jovens de 18 a 24 anos no mesmo período, comprovando a popularidade dos livros entre os jovens.

Entre esses leitores a maioria é de mulheres! Enquanto 59% delas se declaram como leitoras, apenas 52% dos homens mantém o hábito de leitura vivo. Outro dado interessante, é que quem mais influencia o hábito entre os leitores é a mãe ou alguma figura materna (45%), seguida dos professores e professoras (30%) e pais ou figuras paternas (18%).

E você? Quais livros já leu este ano? Compartilhe suas histórias preferidas com a gente!

Fonte: Estadão