5 autobiografias de mulheres inspiradoras

Em março, comemoramos o Dia Internacional da Mulher, mas sabemos que essa data tem que ser lembrada todos os dias, ainda mais quando falamos sobre igualdade de gênero. Por isso, separamos 5 escritoras e artistas inspiradoras, que precisamos compartilhar e expandir com [email protected]!

Eu sou Malala. 2013. Malala Yousafzai, Christina Lamb.

“Uma criança, um professor, um livro e um lápis podem mudar o mundo.”

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Malala Yousafzai levantou a voz para defender o seu próprio direito à educação e o das mulheres do Vale de Swat, no Paquistão, onde os talibãs proibiram as mulheres de estudar.

Em uma terça-feira de outubro de 2012, com 15 anos de idade, ela saiu da escola e no caminho para casa foi vítima de um terrível atentado, sua vida e sua luta queriam ser silenciadas, mas conseguiu sobreviver de maneira milagrosa. Malala se recupera e volta com mais força para viver sua luta pela educação: do Paquistão às Naçōes Unidas.

Aos 16 anos já era conhecida mundialmente como símbolo do protesto pacífico e recebe o Prêmio Nobel da Paz.

‘Eu sou Malala’ conta o desterro dela e de sua família, quando foram morar na Inglaterra,  após o atentado, e as lutas da jovem pela educação de todas as garotas do mundo.

Memórias de uma moça bem-comportada. 1958. Simone de Beauvoir.

“Que nada nos defina, que nada nos limite, que nada nos sujeite, que a liberdade seja nossa própria substância”.

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Simone de Beauvoir quebrou todos os estereótipos da sua época, entre eles o da feminilidade. Para ela, o feminismo é uma forma de viver individualmente e lutar coletivamente.

‘Memórias de uma moça bem comportada’ é a primeira das memórias de Simone. Aqui conhecemos a infância e juventude da filósofa feminista, assim como o seu relacionamento com o mundialmente reconhecido filósofo Jean Paul Sartre.

A autobiografia de Simone de Beauvoir é como uma espécie de diário cheio de reflexões, encontros com amigos  e passeios pela Paris da época. O leitor pode passear junto com a autora pelas ruas e cafés da capital francesa, ler livros e refletir sobre os seus medos e pensamentos.

Uma autobiografia. 2016. Rita Lee

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‘Uma autobiografia’ contém a essência da artista brasileira. É uma obra muito pessoal, corajosa e honesta, na qual Rita Lee cuidou de tudo: desde a escolha e ordem das fotos, até a capa e a contracapa do livro.

Em ‘Uma autobiografia’, a cantora faz um recorrido pela sua infância, o começo da sua vida artística, sua prisão em 1976, suas alegrias e tristezas na carreira profissional e sua vida familiar. Aparecem na obra artistas como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, e o disco Tropicália.

Meu país inventado. 2003. Isabel Allende

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“O Coração é o que motiva e determina o nosso destino”

A prosa da escritora Isabel Allende se transforma em lembranças íntimas de sua vida pessoal, e do seu Chile natal.

‘Meu país inventado’ é um livro de memórias da reconhecida escritora chilena. Na obra, a verdade é até mais estranha do que a ficção. Isabel faz um recorrido muito pessoal na sua terra natal, contando histórias de amor, fantasmas e brigas de família. Todo narrado com amor e humor.

A autobiografia também explora os acontecimentos do Chile, país no qual morou até o assassinato do seu primo, o ex-presidente chileno Salvador Allende, durante a ditadura militar nesse país. A nostalgia e o amor são protagonistas.

Eu sei porque o pássaro canta na gaiola. 1969. Maya Angelou

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A autora estadunidense é uma reconhecida poetisa, biógrafa, cineasta, e ativista pela igualdade dos afro americanos. Recebeu muitos prêmios e mais de 50 títulos honorários, entre eles um de Barack Obama.

Na sua luta pelos direitos civis, trabalhou com Martin Luther King Jr. e Malcolm X. Seus livros se centram em temas como racismo, identidade, família e viagens.

Na obra, a escritora conta fatos marcantes de sua vida, como suas lutas para conseguir ser uma mulher independente, no sul dos Estados Unidos. Sua vida e obra acaba sendo um retrato da comunidade negra do seu país natal.