Dia Internacional da Mulher: 4 livros de autoras que mudaram a forma como vemos a literatura

Conheça mais sobre quatro obras que marcaram época na literatura e são reverenciadas até hoje

O Dia Internacional da Mulher é uma data importante e que reforça as conquistas femininas. Ao longo dos anos, muitas autoras mostraram suas habilidades escritas ao criar histórias, poemas e sentimentos que ficarão para sempre registradas.

Adoro Papel selecionou quatro sugestões de títulos para estar na sua biblioteca.

Rachel de Queiroz – Memorial de Maria Moura

Publicado em 1992, quando a escritora cearense tinha 82 anos, Memorial de Maria Moura foi a última obra da autora e também é considerado seu melhor trabalho. O livro, vencedor do Prêmio Jabuti de 1993, traz todas as características que fizeram da escritora uma das precursoras do romance regionalista. Além disso, Rachel de Queiroz foi a primeira mulher a ingressar na Academia  Brasileira de Letras, em 1977. Seu derradeiro romance trata sobre a história e as provações da protagonista, que dá título ao livro, em um Brasil rural do século 19. Além do caráter regional inovador da qual sempre foi reconhecida, o livro faz críticas sobre a violência e o papel da mulher na sociedade.

RacheldeQueiroz

 

Clarice Lispector – Água Viva

A jornalista e escritora ucraniana mais brasileira de todos os tempos sempre foi apaixonada por letras. Dona de um talento raro para compor imagens com palavras, lançou Água Viva em 1973, um de seus livros mais celebrados. Além das qualidades na construção das frases e da poética aflorada, o livro chamou atenção de todos por conta de seu formato único. Como se fosse um longo monólogo, a obra não possui um enredo convencional. Sem se encaixar diretamente como romance, poesia, diário ou ensaio filosófico, mas trazendo um pouco de cada um desses gêneros, Água Viva é visto ainda hoje como um livro sem igual, assim como a própria Clarice.

Agua

 

Mary Shelley – Frankenstein

Um dos monstros mais famosos da literatura foi criado em uma noite especial. A escritora Mary Shelley passava férias na Suíça ao lado dos poetasFrankenstein Percy Bysshe Shelley, com quem depois se casaria, e o famoso Lord Byron. Sem poderem sair por conta de uma tempestade, Byron desafiou todos a escreverem uma história de fantasmas. Assim surgiu um dos livros mais influentes de terror de todos os tempos e levou Mary Shelley ao patamar dos maiores escritores de sua época.

Frank

 

 Jane Austen – Orgulho e Preconceito

Sucesso imediato, o título mais famoso da autora inglesa é considerado um dos maiores livros de romance e comédia já escritos em todos os tempos. Além da sagacidade e escolha das palavras, a obra inovou ao fazer críticas sociais à sociedade inglesa do fim do século 18 nas entrelinhas, com observações sobre pessoas e costumes da época. Adaptada diversas vezes para o cinema e televisão, Orgulho e Preconceito era considerado pela própria escritora sua obra-prima – fato que hoje é compartilhado por todos os apreciadores do seu trabalho.

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