Dia Nacional do Sistema Braille: saiba mais sobre esse método de leitura

Conheça a história da criação do método que permite aos deficientes visuais manter o prazer da leitura

 A importância da leitura vai além da possibilidade de obter conhecimento e informação. Todos que já pegaram um livro nas mãos sabem que a leitura é, antes de tudo, um prazer. Justamente por isso que devemos celebrar o  Dia Nacional do Sistema Braille, pois é ele que permite aos deficientes visuais compartilhar também da alegria de ler. Afinal, Braille é um sistema de leitura e escrita por toque, em que pontos que são sensíveis ao tato, representam as letras do alfabeto e também contém equivalentes para sinais de pontuação, assim como símbolos para mostrar agrupamentos de letras.

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História do Braille

Mas, como esse sistema surgiu? A história do Braille remonta ao início de 1800. Um homem chamado Charles Barbier, que serviu no exército francês de Napoleão Bonaparte, desenvolveu um sistema único conhecido como “escrita noturna”. Com ele, os soldados poderiam se comunicar com segurança durante a noite. O problema com o código era que a ponta do dedo humano não conseguia sentir todos os pontos com um toque. Foi então que surgiu Louis Braille. Nascido na vila de Coupvray, França, em 1809, ele perdeu a visão muito jovem, depois que acidentalmente se esfaqueou nos olhos com o furador de seu pai.

Aos onze anos, Braille encontrou inspiração para modificar o código de “escrita noturna” de Charles Barbier, em um esforço para criar um sistema eficiente de comunicação escrita para ele e seus colegas. Assim, chegou ao código baseado em células com apenas 6 pontos em vez de 12 da “escrita noturna”. Essa melhoria  significava que uma ponta do dedo poderia abranger toda a unidade celular com uma impressão e passar rapidamente de uma célula para a seguinte. Com o tempo, o sistema Braille gradualmente passou a ser aceito em todo o mundo como a forma de comunicação escrita para pessoas com deficiência visual e até hoje permanece basicamente como ele a inventou.

 

No Brasil, o sistema é adotado desde 1856. As instituições que imprimem em braille são a Fundação para o Livro do Cego, de São Paulo, e o Instituto Benjamin Constant, do Rio de Janeiro. Títulos como “Gabriela, cravo e canela”, de Jorge Amado; “O Pequeno Príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry; e “A culpa é das estrelas”, de John Green, são alguns dos títulos que fazem sucesso. Por lei, as instituições também são obrigadas a distribuí-los gratuitamente aos quase 1 milhão de deficientes visuais que se estima existirem no Brasil.

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