Cordel: conheça a biblioteca online com mais de 9 mil títulos

Disponibilizado pela Fundação Casa de Rui Barbosa, o acervo é o maior da América Latina

O Brasil revelou ao longo dos anos centenas de autores que souberam traduzir em prosa e poesia as características e belezas das nossas terras e do nosso povo. Mas, além disso, também criamos uma literatura única e muito brasileira: o cordel. Esse tipo de folheto, com suas rimas diferenciadas, representa tanto nossa cultura que fazemos questão de divulgar aqui em Adoro Papel sempre que aparece algo bacana a respeito. Algo como a biblioteca online da Fundação Casa de Rui Barbosa.

O chamado Acervo de Literatura Popular em Versos da Fundação é o maior da América Latina e conta atualmente com mais de 9.000 folhetos de cordel. Formado a partir da década de 1960, está disponível agora para consulta online por meio de suas referências catalográficas. Ou seja, você pode pesquisar por índices como autor, título, assunto, local de publicação, editora/tipografia, data e gênero de literatura de cordel na base de dados da Biblioteca. Desse conjunto, cerca de 2.340 folhetos dos autores relacionados em poetas e cantadores estão disponíveis em versão digital para leitura.

Cordel

O objetivo geral do projeto é preservar e disponibilizar essa coleção única no mundo. Dadas suas características de raridade, originalidade e antiguidade, os idealizadores sentiram a necessidade de garantir a preservação desse maravilhoso acervo contra o desgaste do tempo e do manuseio. Por isso, os folhetos de cordel foram submetidos a tratamentos técnicos e tecnológicos específicos, assegurando sua restauração e a confecção de invólucros adequados para a guarda, além de sua digitalização.

Cordel 2

A versão digital dos folhetos pode ser consultada no site oficial do projeto. Desenvolvido em dois momentos, foi inicialmente concebido para disponibilizar a coleção de Leandro Gomes de Barros, um dos cordelistas mais famosos do Brasil. Tanto que a data de seu aniversário, 19 de novembro, é hoje conhecida também como “Dia do Cordelista”. Com o trabalho de pesquisa da professora Ivone Maia, tendo o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) em parceria com a Casa de Rui Barbosa, o projeto cresceu até chegar ao acervo disponível hoje. Sorte nossa.