Nadya Rucheva: a artista que partiu aos 17 anos deixando milhares de ilustrações

Conheça a incrível história da jovem que criou mais de 10 mil desenhos e pinturas

Uma vida breve que deixou um rico legado de arte e talento. A passagem da jovem Nadya Rucheva por esse mundo foi tão especial que, aos poucos, cada vez mais pessoas estão descobrindo seu talento e amor às artes. Nascida na Mongólia, mas de nacionalidade russa, em 1952, Nadya pode ser considerada uma das artistas mais prolíficas da história. Falecendo apenas um mês após seu aniversário de 17 anos, ela conseguiu produzir pelo menos 10 mil desenhos em sua curta existência.

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Como a maioria das crianças, Nadya começou a desenhar por volta dos 5 anos de idade. Porém, foi só aos 7 anos que sua família começou a levar a sério seus dotes artísticos. A garota pintava e desenhava todos os dias. E muito. A ponto de, em certa ocasião, ter feito nada menos que 36 ilustrações inspiradas em “O Conto Maravilhoso Do Tsar Saltan”, do escritor russo Alexander Pushkin, em uma única noite, enquanto seu pai lia a história para ela. Ficava claro que a menina, além do talento, possuía uma paixão enorme pelo desenho e pelas artes. Mais incrível ainda é que Nadya não fazia esboços preliminares e raramente, ou nunca, usava borracha.

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Tanto talento não demorou a ser notado. Em 1964, com apenas 12 anos, seus desenhos e pinturas foram exibidos pela primeira vez na revista russa Yunost (palavra que significa “juventude”). A partir daí, ao longo de cinco anos, Nadya fez 15 exposições pessoais pela Rússia, Polônia e Ucrânia, entre outros. Relatos afirmam que as pessoas ficavam horas na fila para ver seus desenhos. Seu trabalho mais conhecido são as ilustrações do livro “Mestre e Margarida”, do escritor russo Mikhail Bulgakov. Curiosamente, os desenhos de Nadya para a personagem Margarida possuem grande semelhança com a esposa de Bulgakov, que a artista nunca conheceu. 

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Nadya não era celebrada apenas pelo público, mas também por outros artistas e acadêmicos, que costumavam afirmar que seus trabalhos iam muito além dos limites da criatividade infantil. Não só isso, como também produziu como poucos outros o fizeram até seu trágico fim. Infelizmente, Nadya morreu de hemorragia cerebral, em 1969, causada por um defeito congênito das artérias cerebrais. Sua morte colocou um fim na criação de seus desenhos e pinturas, mas nos deixou um imenso portfólio que passa a ser admirado cada vez mais em todo mundo. Celebremos, então, a obra dessa jovem que tanto amor colocou no papel. 

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