5 livros para ler no mês da Consciência Negra

Separamos cinco livros incríveis para você refletir sobre o tema e conhecer mais

 A quantidade de autores negros com livros lançados no Brasil não para de crescer. São romances, contos e novelas dos mais variados gêneros. Porém, além da ficção, a questão do racismo também tem sido tema de muitos livros que trazem o tema para a realidade. O assunto é muito importante e, por isso, precisa ser constantemente debatido. Refletir sobre essa e outras questões importantes envolvendo o negro no Brasil é um dos motivos de termos o Dia da Consciência Negra. Por isso, separamos cinco títulos de autores nacionais que trazem conhecimento e chamam atenção para esse ponto, mais do que nunca, tão essencial para nossa sociedade. 

1 – Lugar de Fala (Djamila Ribeiro)

Djamila

Uma das pensadoras e intelectuais mais importantes da atualidade, Djamila Ribeiro tem feito do racismo e da consciência negra uma luta diária. Não apenas isso, como também escreve livros que estão se tornando verdadeiros documentos históricos sobre o tema. Um deles é Lugar de Fala, onde Djamila contextualiza o indivíduo tido como universal numa sociedade eurocentrada. O objetivo é que possamos identificar as diversas vivências específicas e, assim, diferenciar os discursos de acordo com a posição social de onde se fala. Um dos títulos mais debatidos e com reflexões atuais.  

 

2 – Racismo Estrutural (Silvio Almeida)

Silvio

O advogado Silvio Almeida tem sido um dos nomes mais comentados e debatidos no Brasil quando o assunto é racismo. Sua desenvoltura, conhecimento e propriedade o tornaram uma das referências do assunto, como pode ser comprovado em seu “Racismo Estrutural”. Nesse livro poderoso e impactante, Almeida apresenta dados estatísticos e discute como o racismo está na estrutura social, política e econômica da sociedade brasileira. Algo muito mais do que a ação de indivíduos com motivações pessoais, mas algo enraizado no centro de nossa construção social.  

 

3 – Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil (Sueli Carneiro)

Sueli

A ativista e feminista negra Sueli Carneiro está entre as personalidades mais atuantes na reflexão sobre a questão racial, com atenção especial em seus efeitos nas mulheres negras. Dessa forma, entre 2001 e 2010, produziu diversos artigos que foram publicados em diferentes veículos da imprensa brasileira. Neste “Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil”, estão reunidos alguns dos melhores textos e artigos produzidos por Sueli durante esse período. Em cada um deles há uma reflexão profunda e de forma crítica sobre aspectos da sociedade brasileira, explicitando de forma contundente como o racismo e o sexismo têm estruturado as relações sociais, políticas e de gênero. 

 

4 – Executivos Negros: Racismo e Diversidade no Mundo Empresarial (Pedro Jaime)

Pedro

Como funciona o racismo no mercado de trabalho? O educador Pedro Jaime aborda a inclusão do negro na sociedade brasileira a partir da imersão sobre a questão racial e da diversidade no contexto empresarial da cidade de São Paulo. Neste livro revelador, ele dá espaço para vozes de uma categoria social que denomina de “executivos negros”. Jaime apresenta também um levantamento numérico e qualitativo destes indivíduos e do cargo que ocupam. Assim, o livro consegue captar o quadro de mobilidade desse grupo e o conjunto de fatores que a determinam, deixando em evidência as grandes mudanças na construção destes percursos profissionais desde a década de 1970.

 

5 – Quando me descobri negra (Bianca Santana)

Bianca

A questão racial está tão enraizada na sociedade que atinge também os próprios negros. Refletindo sobre isso, Bianca Santana apresenta em seu “Quando me descobri negra” uma série de relatos sobre experiências pessoais ou ouvidas de outras mulheres e homens negros. Ela inicia com sua própria experiência ao afirmar, no começo do livro: “Tenho 30 anos, mas sou negra há dez. Antes, era morena”. Seu texto direto e lúcido, junto às ilustrações de Mateu Velasco, mostra o racismo velado presente dentro da sociedade brasileira e narra todo o processo de descoberta que, embora inicialmente doloroso, foi libertador para a autora. Por meio de suas vivências, somos apresentados a um processo de rompimento de imposições sobre a negritude e toda sua importância para vencer o racismo.