Cinco livros imperdíveis da Simone de Beauvoir

Cinco livros imperdíveis da Simone de Beauvoir

“Que nada nos defina, que nada nos sujeite. Que a liberdade seja a nossa própria substância, já que viver é ser livre”

A romancista e filósofa Simone de Beauvoir, conhecida por ser uma das principais feministas da literatura, nasceu em Paris, França, e foi uma das escritoras mais influentes do Ocidente. Suas ideias tratavam de questões relacionadas ao papel da mulher na sociedade. Confira cinco livros imperdíveis dessa autora:

“O Segundo Sexo” (1949)

A obra mais famosa da escritora é considerada pioneira nos estudos sobre as mulheres. O Segundo Sexo aborda a luta feminina e as mudanças de papéis estabelecidos, assim como a participação nos movimentos sociais. Lançado na França, em maio de 1949, o primeiro volume foi um fenômeno editorial. Na primeira semana, 22 mil exemplares foram vendidos. Logo depois desse sucesso de vendas, o livro foi retirado de várias livrarias, devido às reações hostis contra a obra e a autora.

 “Os Mandarins” (1945)

Prêmio Goncourt de 1954, este livro mostra seu engajamento político e literário. O romance existencialista descreve o panorama febril da França entre 1944 e 1948: as repercussões da guerra, a agitação intelectual, a corrupção moral, os dilemas e dúvidas da esquerda e, sobretudo, “o chão coberto de ilusões desmoronadas”. Um ficcional relato das histórias daqueles que a cercam, como Jean Paul Sartre, Albert Camus, Arthur Koesther, Nelson Algren.

“Todos os Homens são Mortais” (1946)

Este romance conta a história de um personagem do século XIII, o Conde Fosca, que desafia o tempo e chega até os dias de hoje questionando tópicos inerentes à natureza humana, tais como a ambição, o poder, a imortalidade, o prazer, o destino e a transcendência. Um ensaio em forma de ficção que realça os absurdos da consciência.

“Memórias de uma Moça bem Comportada” (1958)

O primeiro livro de memórias da autora retrata sua infância e juventude. Nascida de uma família burguesa, em 1906, desenvolveu desde cedo o gosto pela leitura. Desde pequena sofria com a solidão, por se perceber uma pessoa com pensamento mais avançado que os demais à sua volta. Aos 21 anos já estava graduada em Filosofia pela Sorbonne. Quando era estudante conheceu o filósofo Jean Paul Sartre, com quem manteve um logo relacionamento e influenciou o seu caminho no existencialismo.

“A Cerimônia do Adeus” (1981)

Neste livro, Simone de Beauvoir faz o relato dos últimos anos da vida de Jean-Paul Sartre, centrado nas reflexões do filósofo acerca da velhice, da morte e de outros temas sensíveis na sua trajetória intelectual. A primeira parte do livro é baseada no diário pessoal da autora e em vários testemunhos que recolheu. Na segunda parte, uma série de entrevistas com Sartre complementa e, ao mesmo tempo, amplia as reflexões precedentes.

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