Pilhas? Não! Essa bateria biodegradável é feita de papel!

Pilhas? Não! Essa bateria biodegradável é feita de papel!

Fácil de produzir e de baixo custo, ideia é reduzir lixo eletrônico sem perda de eficiência

Tudo hoje precisa de energia para funcionar. Desde o simples relógio de parede que fica na cozinha até nossos smartphones e controles remotos. Isso, porém, está tendo um custo muito alto para o meio ambiente. Todos os anos, pessoas no mundo todo descartam bilhões de baterias, mas apenas 20% desse lixo é reciclado. O restante vai para aterros sanitários, o que é perigoso, pois contém materiais potencialmente tóxicos ou corrosivos que podem vazar para o meio ambiente. Por isso, cientistas criaram uma bateria de papel biodegradável que pode ajudar a reduzir as milhares de toneladas de pilhas comuns que acabam nesses aterros.

Durante anos, houve entusiasmo na comunidade científica sobre a possibilidade das baterias de papel como uma alternativa ecológica. No entanto, os designs propostos nunca foram suficientemente poderosos. Além disso, eram difíceis de produzir e não havia certeza de serem realmente biodegradáveis. Este novo modelo, entretanto, resolve todas essas questões. O cientista Sean Choi, do Departamento de Engenharia Elétrica e de Computação, da Universidade Binghamton, nos EUA, projetou o design aprimorado da bateria baseada em papel. O trabalho foi feito em parceria com o professor Omowunmi Sadik, do Departamento de Química, que foi capaz de transformá-la em uma biobateria autossustentável.

A biobateria usa um híbrido de papel e polímeros projetados, que são macromoléculas formadas a partir de unidades estruturais menores. No caso da nova bateria, elas foram a chave para dar as propriedades de biodegradação necessárias que estavam sendo o problema dos modelos anteriores. A equipe testou a degradação da nova bateria na água, tendo resultados positivos sem a necessidade de instalações especiais, condições ou introdução de outros microorganismos. O avanço foi significativo, já que as estruturas de papel polímero são leves, de baixo custo e flexíveis. 

Para a equipe de cientistas envolvidos no projeto, essa flexibilidade também oferece outro benefício. O aumento de energia pode ser potencialmente alcançado simplesmente dobrando ou empilhando os dispositivos híbridos e flexíveis de polímero de papel, segundo os cientistas. Ou seja, a potência da bateria de papel pode ser melhorada apenas dobrando-a ou empilhando-a. A equipe afirmou ainda que a produção de baterias biológicas é um processo bastante simples e que o material permite modificações dependendo da configuração necessária. Mais um passo em direção a uma energia ecologicamente sustentável e com a ajuda do papel. 

 

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