Agosto é mês de quê? Conheça 4 livros sobre loucura

Agosto é mês de quê? Conheça 4 livros sobre loucura

Conheça alguns dos melhores romances com personagens que perderam o senso de realidade 

 

Todo mundo já deve ter ouvido a expressão “agosto, mês do cachorro louco”. O que nem todos sabem é que isso se deve a uma condição climática. E, sim, envolve também os nossos amigos caninos. Tudo porque é nessa época do ano em que, acredita-se, mais cadelas estejam no cio, fazendo os machos agirem de forma menos previsível. Na literatura, não temos nenhum mês propício à loucura, mas isso não impediu que o tema fosse tratado em incontáveis romances. Separamos quatro dos mais expressivos para que você possa ler e entender como é sair da realidade. Além, claro, de serem histórias incríveis!

 

1 – Diário de um louco (Nikolai Gogol)

gogol

O russo Nikolai Gogol utilizou do advento da loucura em diversos de seus livros, contos e peças de teatro. Em “O Capote”, por exemplo, um funcionário público perde a razão quando sua nova vestimenta é roubada. Já na peça “O Inspetor Geral”, uma cidade inteira começa a agir de uma só vez de forma muito estranha. Porém, como o nome entrega, é um “Diário de um louco” que o autor realmente vai fundo no tema. A história retrata a vida do funcionário público Poprishchin e a deterioração gradual da sua sanidade até ser internado em um hospício. Nós acompanhamos tudo por meio de sua própria visão, em que cada capítulo é uma entrada em seu diário. 

 

2 – Memórias do subsolo (Fiódor Dostoievski)

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Os autores russos se especializaram no tema e Dostoievski não ficou de fora. Se a degradação mental já era algo que o escritor explorava desde o início de sua carreira, especialmente em livros como “Crime & castigo”, em “Memórias do subsolo” temos o mais perfeito exemplo de loucura. Aqui, seu protagonista, um funcionário que vive no subsolo de um edifício em São Petersburgo, expõe a sua visão de mundo num discurso explosivo, amargurado e febril para tornar tudo ainda mais estranho. Seu nome não é revelado em momento algum do livro. 

 

3 – Quincas Borba (Machado de Assis)

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Claro que a literatura brasileira também contribuiu bastante com livros sobre o tema. Não apenas aquela loucura rapidamente identificável, mas também quando a personagem passa a lentamente perder sua consequência. Dentro deste modelo, poucos autores conseguiram representar o processo gradual de insanidade quanto Machado de Assis. Em “Quincas Borba”, um de seus mais famosos romances, vemos o protagonista Rubião como herdeiro do filósofo incompreendido Quincas Borba, na capital do Império. Curiosidade: nunca sabemos se o Quincas Borba do título é o intelectual falecido ou seu cachorro, de mesmo nome, que Rubião passa a cuidar. Até nisso agosto combina. 

 

4 – Garota, interrompida (Susanna Kaysen)

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Muita gente já deve ter visto a adaptação cinematográfica, estrelando Angelina Jolie, mas a verdade é que o livro da autora Susanna Kaysen consegue retratar a loucura de maneira ainda mais intensa. A história acompanha a adolescente Susanna que, ao terminar o ensino médio, não sabe que caminho seguir e, depois de um relacionamento estranho, fica ainda pior. Seus pais, então, a convencem de passar um tempo em um hospital psiquiátrico, onde ela conhece outras jovens com problemas e distúrbios ainda maiores. Porém, é justamente todas essas diferenças que acabam por uni-las, dando a Susanna uma valiosa experiência de vida. 

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