Superação! Deficiente visual vende canetas feitas de papel e ajuda amigos

Superação! Deficiente visual vende canetas feitas de papel e ajuda amigos

Aswin ER divide os lucros com seu grupo de amigos, todos portadores de deficiência.

 

A palavra “superação” pode até ser usada em exagero nos últimos tempos, mas realmente não há outra que represente tão bem a história do indiano Aswin ER e seu grupo de amigos. Toda semana ele sai de sua casa em Edappally, uma cidade ao norte de Ernakulam, na Índia, carregando 310 canetas, todas feitas de papel, para vender. Estudante cego, Aswin, que tem 26 anos, anda com uma bengala branca em uma das mãos e o pacote de canetas de papel na outra. O dinheiro que ganha com a venda das canetas é dividido entre alguns de seus amigos, todos portadores de deficiência. São eles que fazem as canetas que Aswin leva para vender todos os dias. 

O lucro ajuda a cobrir suas despesas e os estudos. Segundo Aswin, a ideia de uma caneta de papel veio de um empreendedor social que seus amigos com deficiência acreditaram ser uma oportunidade para aumentar seus rendimentos. Passaram, então, a criar os modelos em várias cores para Arwin poder vender. Exceto pelo refil, todo o corpo da caneta é feito de papel e, portanto, é ecologicamente correto, algo que fez toda a diferença para o grupo. Aswin começou a comercializar as canetas em fevereiro, antes do início do bloqueio para conter COVID-19. A ideia do estudante era simples: apoiar os amigos com deficiência para seu sustento e também cuidar de suas despesas enquanto ele mesmo se preparava para exames admissionais em empresas.

Ele concluiu parte dos estudos recentemente e acredita ter tido sorte por isso, já que muitas pessoas com deficiência não possuem as mesmas chances. Dessa forma, queria ajudar de alguma forma seus amigos em cadeiras de rodas que possuem limitações de locomoção. Mesmo com deficiência visual, ele entendia que o fato de poder se locomover melhor que os amigos seria motivo suficiente para vender as canetas que todos contribuem na confecção. Assim, 70% do dinheiro das vendas das canetas fica com o grupo e 30% para Aswin. 

Aswin leva as canetas a bancos e repartições públicas de sua cidade para realizar as vendas. Em dias bons, os pedidos chegam a algumas centenas, embora em outros não tenha tanta sorte. Porém, tudo o que eles tiraram disso certamente foi uma ajuda, especialmente durante o COVID-19. Quando houve a quarentena e as canetas não puderam mais ser vendidas, o grupo passou a fazer máscaras de tecido de três camadas. Isso mostra o quanto se preocupam também com a saúde de outras pessoas. Portanto, nada melhor do que usar superação para descrever Aswin e seus amigos. 

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